Não vemos sinal nenhum de bolha imobiliária, diz presidente do Citi

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Aline Bronzati e Mário Braga - O Estado de S. Paulo
2015-06-15


O presidente do Citibank no Brasil, Helio Magalhães, não vê sinal de bolha imobiliária e risco sistêmico no mercado imobiliário brasileiro. Ocorreram, conforme ele, ajustes de preço. "Não vemos bolha que tenha implicação de mudança drástica que impactaria a economia brasileira", afirmou o executivo, em debate no 1º Summit Imobiliário Brasil 2015.

Também presente na discussão, Gonçalo Bernardo, diretor executivo do Morgan Stanley, lembrou que sintomas de bolha que foram identificadas em outros mercados não aconteceram no Brasil. "O que há no Brasil não é uma bolha imobiliária, mas um ciclo de mercado", acrescentou ele.

Sobre o momento atual ser favorável ao investimento no mercado imobiliário brasileiro, o executivo disse que há ativos diferentes para os variados perfis de risco dos investidores. Segundo ele, a base de ativos do segmento é uma segurança para investidores, mas não deixa de ter risco. "É necessária a conta de risco/retorno. Quanto menos risco, menos retorno", lembrou.

Para o presidente do Citi, a situação atual do Brasil está "um pouco indefinida" e o mercado é suscetível a condições econômicas. "O investimento no mercado imobiliário é seguro e tem custo, mas para qualquer investimento fica a dúvida do que vai acontecer na economia. Saindo déficit, indicadores nos levam a crer que o investimento será bastante oportuno uma vez que a recuperação econômica virá", afirmou ele.

Também presente na discussão, Gonçalo Bernardo, diretor executivo do Morgan Stanley, lembrou que sintomas de bolha que foram identificadas em outros mercados não aconteceram no Brasil. "O que há no Brasil não é uma bolha imobiliária, mas um ciclo de mercado", acrescentou ele.

Sobre o momento atual ser favorável ao investimento no mercado imobiliário brasileiro, o executivo disse que há ativos diferentes para os variados perfis de risco dos investidores. Segundo ele, a base de ativos do segmento é uma segurança para investidores, mas não deixa de ter risco. "É necessária a conta de risco/retorno. Quanto menos risco, menos retorno", lembrou.

Para o presidente do Citi, a situação atual do Brasil está "um pouco indefinida" e o mercado é suscetível a condições econômicas. "O investimento no mercado imobiliário é seguro e tem custo, mas para qualquer investimento fica a dúvida do que vai acontecer na economia. Saindo déficit, indicadores nos levam a crer que o investimento será bastante oportuno uma vez que a recuperação econômica virá", afirmou ele.

O Brasil não está na liderança do investidor estrangeiro. "Hoje, o investidor estrangeiro olha com muito mais cautela que no passado. O Brasil certamente não está no topo das prioridades do investidor estrangeiro", pontuou. Magalhães comparou o atual momento da economia com o vivido em 2002 e citou o ajuste econômico, dificuldades políticas e escândalos de corrupção como complicadores do atual cenário.

Segundo Magalhães, em 2002, antes da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil passou por uma pequena fase de preocupação do ponto de vista externo, mas a situação não se compara à atual. Há 13 anos, explica, o tema era a credibilidade e o ajuste econômico implementado no governo Lula surtiu efeito em três trimestres.

O presidente do Citi avalia que, atualmente, a economia passa por dificuldades em meio a um momento político "complexo" e com um grande escândalo de corrupção. "Os três fatores juntos fazem com que o cenário seja complexo. "Realmente, o momento pelo qual o Brasil passa não é dos mais positivos", comentou. "Hoje, o investidor estrangeiro olha para o Brasil com cautela", disse. Para o presidente do Citi, no entanto, não se trata de uma guinada de 360 graus na postura dos estrangeiros. "O Investimento Estrangeiro Direto (IED) ainda está no nível do ano passado", ponderou.

Analisando o cenário imobiliário local, Magalhães também descartou um risco sistêmico no crédito imobiliário no País. Segundo ele, o cliente private, de alta renda, não tem o Brasil no mapa para investimento em real estate, diferentemente como praças de Londres, Nova York e Hong Kong. "A maior parte do investimento é feito no Brasil via mercado acionário ou private equity" disse. Dessa forma, explicou, o investimento estrangeiro é conduzido no Brasil por investidores institucionais, focados no retorno financeiro.