Preço dos imóveis no Brasil tem queda real de 8,48% em 2015

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Marilia Almeida
2016-01-10


O preço dos imóveis no Brasil teve queda real em 2015, ou seja, sua valorização ficou abaixo da inflação esperada para o ano. É o que aponta o índice FipeZap de dezembro, que acompanha o comportamento do mercado imobiliário de 20 cidades brasileiras.

Enquanto a valorização dos imóveis em 2015 foi de 1,32%, a inflação - calculada pelo IPCA - deve encerrar o ano passado com aumento de 10,72%, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central. Ou seja, a estimativa é que o aumento do valor dos imóveis fique 8,48% abaixo da inflação registrada no período.

A alta de apenas 1,32% em 2015 é a menor valorização anual registrada desde o início da série histórica do índice FipeZap ampliado, que começou em julho de 2012. Antes desse período, o indicador acompanhava as variações de preços dos imóveis em apenas sete cidades do país.

Maioria das cidades registrou aumento real no ano

A maior parte das cidades que compõem o Índice FipeZap registrou aumentos de preços inferiores à inflação em 2015, sendo que Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Niterói tiveram quedas nominais de preços no período.

Em São Paulo, o custo das unidades aumentou 2,55% no acumulado do ano passado, enquanto no Rio de Janeiro caiu 1,36%. Foram as menores valorizações anuais registradas em ambas as cidades desde janeiro de 2009, início da série histórica anual dos dois municípios.

Florianópolis foi a cidade que registrou a maior valorização em 2015 dentre as 20 cidades acompanhadas pelo índice: alta de 8,38%. Em seguida, o maior aumento no preço foi verificado em Vitória, onde o metro quadrado valorizou 7,82%; e Fortaleza, onde os preços subiram 5,99%.

Em dezembro de 2015, o preço médio dos imóveis no Brasil ficou estável. Sete cidades registraram queda nominal de preços no último mês do ano passado: Rio de Janeiro (-0,19%), Belo Horizonte (-0,35%), Brasília (-0,18%), Porto Alegre (-0,10%), Curitiba (-0,20%), Niterói (-0,29%) e Contagem (-0,13%). As demais cidades incluídas no índice tiveram aumentos de preços abaixo da inflação no período.

Veja a matéria completa sobre as tendências para o mercado imobiliário brasileiro em 2016.

Rio e São Paulo têm metro quadrado mais caro

O preço médio do metro quadrado dos imóveis das 20 cidades do índice FipeZap encerrou 2015 em 7.613 reais. Rio de Janeiro e São Paulo continuaram a liderar a lista do metro quadrado mais caro. No Rio, o preço médio do metro quadrado terminou o ano em 10.438 reais. Já o valor do metro quadrado em São Paulo atingiu 8.619 reais em dezembro de 2015.

Goiânia e Contagem foram as cidades que registraram o preço mais baixo do metro quadrado no último mês de 2015. Em Goiânia, o valor médio ficou em 4.217 reais e, em Contagem, 3.546 reais.

Veja na tabela a seguir a variação dos preços dos imóveis à venda nas 20 cidades acompanhadas pelo índice FipeZap em dezembro e em 2015. A lista foi ordenada de acordo com a variação anual.

O Índice FipeZap tem dados disponíveis sobre São Paulo e Rio de Janeiro desde janeiro de 2008. Para Belo Horizonte, a série histórica começa em maio de 2009. Para Fortaleza, em abril de 2010; para Recife em julho de 2010; e para o Distrito Federal e Salvador, em setembro de 2010.

Entre as cidades incluídas mais recentemente, que compõem o Índice FipeZap Ampliado, os municípios do ABC Paulista e Niterói têm dados disponíveis desde janeiro de 2012. Vitória, Vila Velha, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba têm séries históricas iniciadas em julho de 2012. O índice FipeZap Ampliado foi lançado em janeiro de 2013.

O indicador elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site de classificados Zap Imóveis, acompanha os preços do metro quadrado dos imóveis usados anunciados na internet, que totalizam mais de 290 mil unidades por mês.

Além disso, são buscados também dados em outras fontes de anúncios online. A Fipe faz a ponderação dos dados utilizando a renda dos domicílios, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).